sexta-feira, 1 de junho de 2012

RIO+20 no Parque Lage



ESCOLA DE ARTES VISUAIS DO PARQUE LAGE
RIO+20: ACONTECE NA EAV
ImaginaRio e iÓrbita
Coordenador: Lucas Weglinski
Durante a Conferência sobre Meio Ambiente e Sustentabilidade, organizada pela ONU, a EAV abriga a ImaginaRio, uma ocupação da cidade do Rio de Janeiro de Cultura e Educação, interligada ao Meio Ambiente. A EAV receberá uma programação que se divide em palestras, debates, filmes, oficinas de pintura corporal e vivência indígena, numa série de encontros com indígenas de várias regiões do Brasil.
Debates e palestras
Relatos Canibais
13, 14, 15 e 16 de junho, 18h | Salão Nobre e Auditório Francisco Carlos. Com Célia Maracajá, Mafalda Pequenino, Cláudio Tamella, Bete Coelho.
O dramaturgo amazonense que tem mais de quarenta peças escritas e foi indicado ao Prêmio Shell de Teatro-SP de melhor autor, promove o encontro composto de palestras, debates-experimentações e exibição de filmes. Durante 4 dias, traça um perfil histórico de nossas raízes Tupinambás e analisa o papel da mulher, o sentido da guerra, e a subjetividade indígena lida pelo artista branco no teatro, cinema, ópera e literatura.
Oficinas
E-Vento
2 e 3 de junho, 9h | Platô (atrás do Casarão)
Rico Lins, Julieta Sobral, Guto Lins, Marcelo Jácome, Bebel Franco e outros.
Oficina criativa coletiva de sensibilização sobre as questões discutidas na Rio +20: meio-ambiente, sustentabilidade, inovação e inclusão, voltado para adolescentes e adultos.
VAGAS LIMITADAS. Inscrições pelo endereço curto@curtocircuitoproducoes.com.br.
Oficinas de Pintura Corporal Thini-á Fulni-Ô
17 de junho, 11h | Lateral do Casarão (externa)
Thini-á, que em Yathê significa "estrela", nasceu em 1970 nos domínios das terras dos Fulni-ô, às margens do Rio Ipanema, um afluente do Rio São Francisco, no Estado de Pernambuco. As Oficinas de Pintura Corporal são para crianças de todas as idades.
Vivência Indígena Fulni-ô
21 de junho, 18h | Bosque Parque Lage
A Vivência Indígena para adultos será uma oportunidade incrível para transmissão do conhecimento e sabedoria ancestrais indígenas, além de um pouco da história dessa etnia em particular, os Fulni-Ô, conhecidos como o povo veterinário das florestas.
CINE LAGE
Exibição mensal de filmes e vídeos programados por curadores convidados.
Programação: vídeo nas aldeias RIO+20
22 de junho, 19h | Pátio da Piscina, 19h
Curadoria: Lucas Weglinski e Julia Bernstein
Apresentação de filmes seguidos de conversas com os realizadores indígenas responsáveis pela programação, dentro do coletivo de redes Vídeo nas Aldeias, que engloba a produção audiovisual de mais de 130 aldeias de todas as regiões do Brasil.
Bicicletas de Nhanderu - 2011
Imbé Gikegü, cheiro de pequi - 2006
AULA ABERTA - APROFUNDAMENTO
Arapucas Semânticas: Os akd-micos, os pole-micos e os ende-micos
4 de junho, 19h | Salão Nobre
Wagner Barja
O artista plástico Wagner Barja apresenta, como palestrante convidado do Programa Aprofundamento da EAV Parque Lage, coordenado por Anna Bella Geiger, uma mostra de registros em vídeo de intervenções "ARAPUCAS SEMÂNTICAS".
CONCERTO
ABSTRAI Ensemble
15 de junho, 19h | Salão Nobre
Conhecido por conjugar instrumentos tradicionais, novas tecnologias e elementos eletrônicos, o grupo se destaca na renovação da música de concerto contemporânea.
O principal objetivo do ABSTRAI Ensemble é estimular a produção, a execução e a circulação de novas obras musicais nacionais e estrangeiras no Brasil além de contribuir para a ampliação do público de música de concerto.
PERFORMANCE
Sem título
17 de junho, 12h | Pátio da Piscina
Cristina Pape
A performance "Sem Título", de Cristina Pape, faz parte da finalização de seu livro de poesias. Durante a performance, o público a ajudará na reorganização das páginas em uma nova ordem e, do caos, surgem novas poesias.
PALESTRA
DESMAPAS: performances, jogos e estratégias de encontro
20 de junho, 19h | Salão Nobre
O coletivo DESMAPAS nasceu em 2007 com o encontro de quatro artistas vindos de diferentes campos artísticos: artes plásticas, teatro, música e arte-terapia, que se reuniram movidos pelo interesse em comum de pesquisar as relações lúdicas com o corpo. Neste ano, o coletivo realiza o projeto "Entre-Corpo" que consiste em uma série de intervenções urbanas em diferentes pontos do estado do Rio de Janeiro.
Esta palestra acontece em meio à maratona de apresentações nas ruas do Rio e outras cidades do Estado e seu objetivo é a reflexão sobre o trabalho do grupo e sobre os caminhos da arte.
EXPOSIÇÕES EM CARTAZ
Estética da Gambiarra
até 1 de julho | Cavalariças
Cao Guimarães
Curadoria: Felipe Scovino
Composta por fotografias e vídeos, a mostra é regida por uma economia de símbolos e de gestos. As "gambiarras poéticas" de Cao Guimarães revelam um universo de improvisações que se cristalizam como forma de captar as contradições e oportunidades do mundo.
Instâncias do Desenho
Até 10 de junho | Galerias 1, 2 e Galeria EAV
Coletiva de artistas do Atelier Subterrânea: Adauany Zimovski, Gabriel Netto, Guilherme Dable, James Zortea, Lilian Maus e Túlio Pinto. Sediado em Porto Alegre, o Atelier Subterrânea é um laboratório de criação e de produção de exposições, reconhecido por promover a obra de artistas no país e no exterior.
CURSOS GRATUITOS
Inscrições online
Programa Fundamentação
Inscrições: 1º jun a 19 jul
Cursos de Concepção
Inscrições: 1º jun a 19 jul
Entre espaços
Fotografia
Gravura em metal
Serigrafia
Vídeo etc
Xilogravura
Curso de Desenvolvimento
Inscrições: 1º jun a 20 jul
Meios Múltiplos: Desenvolvimento de projetos
Cursos de Capacitação
Inscrições: 1º jun a 19 jul
Design de exposição
Fotografia
Iluminação para arte
Capacitação de mediadores
Inscrições: 1º jun a 29 jun
Saiba mais
EAV INDICA
Exposições
Chance
Christian Boltanski
Até 08 de julho | Casa França-Brasil
Ricardo Becker
Curadoria: Fernando Cocchiarale
Até 17 de junho | Casa de Cultura Laura Alvim
Paisagem e Extremos
Curadoria: Leila Danziger, Luiz Claudio da Costa e Malu Fatorelli
Até 15 de junho | Galeria Cândido Portinari

quinta-feira, 31 de maio de 2012

EVENTOS DURANTE A RIO+20


EVENTOS DURANTE A RIO+20


>> Green Nation Fest  - Festival com entrada gratuita acontece de 31 de maio a 7 de junho no Rio, das 8h às 17h na Quinta da Boa Vista.
 Os debates/seminários acontecem de 5 a 7 de junho, das 10h às 18h, no Auditório do Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista.

>> Design for change Brasil - 03/06 - 17h - Gávea

A PUC-Rio realizará a XVIII edição da Semana do Meio Ambiente, que será nos dias 4, 5 e 6 de junho.

>> TEDxRio+20 - 11 e 12 de junho / Forte de Copacabana

>> Fórum de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Sustentável - PUC- RIo 11- 15/06

>> Cúpula dos povos - 15 a 23 de junho - ficar atento as incrições para pessoas físicas. - Aterro do flamengo

>> Fórum de Empreendedorismo social - 15 a 17 de junho  - Forte de Copacabana

>> Humanidade 2012 - 11 a 22/06 de junho -  - Forte de Copacabana

>> Evento internacional Fair ideas (Ideias Justas), organizado pela IIED, que ocorrerá nos dias 16 e 17 de Junho - PUC-Rio

>> FIB RJ - evento FELICIDADE INTERNA BRUTA É TEMA DE ENCONTRO NO BRASIL - 19 de junho 

>> Occupy Praça Tiradentes - Fibra Design - 23/06 - dia todo de atividades exposição, jogos, filmes,danças, etc.. 

>> TEDxJardim Botanico  - 22 de agosto (inscrições serão abertas em breve)

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Hoje é dia de levantar a sua voz pela Rio+20

Então...

Há algumas ressalvas quanto a maneira que essa campanha foi pensada.
[discurso meio generalizado onde coloca todos como tendo os mesmos interesses e necessidades no "debate ambiental"]

Ainda assim, acho que vale o exemplo de como mobilizar um público leigo e ainda não engajado em manifestações desse tipo.

Me interessa muito ver quais são os mecanismos usados para mobilização nesse universo virtual
(redes sociais e cia...)

No meio de uma greve nacional na educação, isso vale por 2 alias...

O espaço de debate mais democrático tem sido o Facebook
(tb não to falando que isso é bom necessariamente)

Aqui, tô falando da técnica \ estratégia de marketing usada pela ONU nesse caso.

O discurso que tá sendo veiculado, aí são outros 500... =P




Take a look...


[ campanha de mobilização popular da ONU para a Rio +20 ]

Hoje, 30 de maio, é dia de levantar a voz nas redes sociais pelo Futuro que Nós Queremos (www.ofuturoquenosqueremos.org.br) para o Planeta. Faltam apenas três semanas para a Rio+20 e ainda dá tempo de unir nossas forças.
Convide seus amigos, parceiros e familiares a garantir resultados concretos para a maior Conferência sobre Desenvolvimento Sustentável da História. As melhores mensagens serão divulgadas pela ONU no Brasil no mesmo dia.

Estratégia de ação para quarta-feira (30/05):

No Twitter use as hashtags #RioMais20#FutureWeWant e #eusounos e dê a sua mensagem sobre o Futuro que Nós Queremos.

No Facebook, compartilhe as fotos e os vídeos da campanha. Acessem a galeria em:http://on.fb.me/MUdqsj

Participe também pelo Google+ e pelo Youtube nos endereços http://gplus.to/ONUBrasilhttp://www.youtube.com/unicrio


Contamos com você!


[ campanha de mobilização popular da ONU para a Rio +20 ]

sexta-feira, 25 de maio de 2012

A história do Comércio de Carbono [ Cap & Trade ]


A história do Comércio de Carbono



Para aqueles que já viram, curtiram e difundiram o vídeo “A História das Coisas”, vai aqui outra dica.
“A História do Comércio de Carbono” ou Story of Cap and Trade, filme lançado em 2009, que em 10 minutos explicita as falsas soluções e perigosas distrações que bloqueiam o real enfrentamento das mudanças climáticas – como as compensações de emissões, comércio de carbono, plantações, etc – que foram negociadas na CoP15, conferência que teve início em 7/12.

http://youtu.be/pA6FSy6EKrM


sexta-feira, 11 de maio de 2012

Cúpula dos Povos na Rio + 20


Cúpula dos Povos

O Comitê Facilitador da Sociedade Civil Brasileira para a Rio+20 chama as organizações da sociedade civil e movimentos sociais e populares de todo o Brasil e do mundo para participar do processo que culminará na realização, em junho de 2012, do evento autônomo e plural, provisoriamente denominado Cúpula dos Povos da Rio+20 por Justiça Social e Ambiental, paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (UNCSD).

Há vinte anos, a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (Rio 92) e o ciclo social de conferências das Nações Unidas que a ela se seguiu discutiram os problemas globais que afetam a humanidade e pactuaram uma série de propostas para enfrentá-los (as Convenções sobre Mudanças Climáticas, Biodiversidade, Desertificação, a Agenda 21, Carta da Terra, Declaração sobre Florestas, Declaração de Durban, entre outras). Mas aquilo que deveria ter sido o início da reversão das situações de miséria, injustiça social e degradação ambiental frustrou boa parte das esperanças depositadas nesse processo.

Sete bilhões de seres humanos vivem hoje as seqüelas da maior crise capitalista desde a de 1929. Vivem o aumento gigantesco da desigualdade social e da pobreza extrema, com a fome afligindo diretamente um bilhão de pessoas. Presenciam guerras e situações de violência endêmica e o crescimento do racismo e da xenofobia.

O sistema de produção e consumo capitalista, representado pelas grandes corporações, mercados financeiros e os governos que asseguram a sua manutenção, produz e aprofunda o aquecimento global e as mudanças climáticas, a perda de biodiversidade, a escassez de água potável, o aumento da desertificação dos solos e da acidificação dos mares, em suma, a mercantilização de todas as dimensões da vida.

Enquanto estamos vivenciando uma crise civilizatória inédita, governos, instituições internacionais, corporações e amplos setores das sociedades nacionais, presos ao imediato e cegos ao futuro, agarram-se a um modelo de economia, governança e valores ultrapassado e paralisante. A economia capitalista, guiada pelo mercado financeiro global, continua apoiada na busca sem limites do lucro, na superexploração do trabalho – em especial o trabalho das mulheres e dos setores mais vulneráveis –, na queima dos combustíveis fósseis, na predação dos ecossistemas, no desenvolvimento igualado ao crescimento, na produção pela produção – baseada na descartabilidade e no desperdício e sem consideração pela qualidade da existência vivida.

Diante de tal conjuntura, o momento político propiciado pela Rio+20 constitui uma oportunidade única para “reinventar o mundo”, apontando saídas para o perigoso caminho que estamos trilhando. Mas, julgando pela ação dos atores hegemônicos do sistema internacional e pela mediocridade dos acordos internacionais negociados nos últimos anos, suas falsas soluções e a negligência de princípios já acordados na Rio92, entendemos que se não devemos deixar de buscar influenciar sua atuação, tampouco devemos ter ilusões que isso possa relançar um ciclo virtuoso de negociações e compromissos significantes para enfrentar os graves problemas com que se defronta a humanidade e a vida no planeta.

Entendemos que a agenda necessária para uma governança global democrática pressupõe um fim da condição atual de captura corporativa dos espaços multilaterais. Uma mudança somente virá da ação dos mais variados atores sociais: diferentes redes e organizações não-governamentais e movimentos sociais de distintas áreas de atuação, incluindo ambientalistas, trabalhadores/as rurais e urbanos, mulheres, juventude, movimentos populares, povos originários, etnias discriminadas, empreendedores da economia solidária, etc. Necessitamos construir um novo paradigma de organização social, econômica e política que – partindo das experiências de lutas reais destes setores e da constatação de que já existem condições materiais e tecnológicas para que novas formas de produção, consumo e organização política sejam estabelecidas – potencializem sua atuação.

A Rio+20 será um importante ponto na trajetória das lutas globais por justiça social e ambiental. Ela se soma ao processo que estamos construindo desde a Rio-92 e, em especial, a partir de Seattle, FSM, Cochabamba e que inclui as lutas por justiça climática para a COP 17 e frente ao G20. Este momento contribuirá para acumularmos forças na resistência e disputa por novos paradigmas baseados na defesa da vida e dos bens comuns. Assim, convidamos todos e todas para um primeiro seminário preparatório desta Cúpula dos Povos, no dia 2 de julho de 2011, na cidade do Rio de Janeiro para – juntos e juntas – construirmos um processo que culminará em nosso encontro em junho de 2012 e se desdobrará em novas dinâmicas

Para entender a dinâmica da Cúpula dos Povos na Rio + 20


Documento Guia

Dinâmica e Metodologia da Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental, contra a mercantilização da vida e em defesa dos bens comuns
Objetivos da Cúpula dos Povos
  • Marcar um posicionamento frente à pauta da conferência oficial Rio+20: crítico à economia verde, no marco das falsas soluções, e ao debate insuficiente sobre governança global;
  • Visibilizar as lutas dos povos frente ao modelo existente e suas formas de exploração a nível global, em particular no Brasil e na América Latina, e ao mesmo tempo estreitar os laços de solidariedade e fortalecer os atores sociais nos espaços simbólicos de luta popular no Rio de Janeiro e no Brasil;
  • Apresentar propostas teóricas e práticas, as soluções dos povos que já estão em construção frente às crises sistêmicas;
  • Acumular forças para o pós-Rio+20, recompor pautas de luta dos movimentos no marco político da luta anticapitalista, expressando a luta de classes, antirracista, antipatriarcal, anti-homofóbica, contra a mercantilização da vida e da natureza, em defesa dos bens comuns, contra a ofensiva do capital nos territórios e contra a perda dos direitos;
  • Produzir agenda comum de lutas mundiais e posições convergentes, construídas a partir do que os movimentos sociais e organizações da sociedade civil trazem de acúmulo e processos em curso, que se traduzem durante o processo de preparação da Cúpula dos Povos e durante a Cúpula.